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Quantos leitos do seu hospital ficam ocupados sem que o SUS pague por eles?

O SUS paga a internação pelo procedimento, não pelo dia. Quando um paciente com infecção fica além do esperado, o hospital paga a diferença. Calculamos isso para cada hospital do país, com os dados públicos do DATASUS.

Fonte: SIH/SUS e CNES (DATASUS) · ago/2025 a jul/2026 · 4.911 hospitais com internação SUS

Relatório de infecçãoExemplo ilustrativo

Hospital Exemplo312 leitos · atendimentos SUS de ago/2025 a jul/2026

8,4 leitos ocupados o ano inteiro por pacientes com infecção que ficaram além do esperado
Custo do leito-diaR$ 1.200
3.066 dias × R$ 1.200R$ 3,7 milhões/ano
Permanência na sepse vs. mesmo porte+21%
Mortalidade na sepse44% mediana 41%
Motivo da internaçãoDias vs. mesmo porte
Sepse+1.618
Pneumonia+902

O que entra no relatório do seu hospital

Quatro leituras, cada uma comparada com hospitais do mesmo porte. Nenhuma depende de dado que o hospital precise enviar: tudo sai das AIHs que ele já apresenta ao SUS.

  1. Leitos ocupados além do esperado

    Os dias de internação de pacientes com infecção que passaram do esperado, somados e convertidos em leitos ocupados o ano inteiro. Com o custo do seu leito-dia, vira valor em reais.

  2. Permanência comparada a hospitais do seu porte

    Mesmo procedimento, mesma faixa etária, mesmo tipo de infecção. Um hospital de 400 leitos não é comparado com um de 30.

  3. Sepse: volume e mortalidade

    Internações por sepse e a mortalidade hospitalar, lado a lado com a mediana do grupo e o percentil em que o hospital está.

  4. Infecção registrada como adquirida

    O que a AIH marca como infecção adquirida durante a internação. A maioria dos hospitais não registra; quando é o caso, o relatório diz isso com todas as letras e estima pelo que os pares registram.

O problema, no SUS inteiro, em 12 meses

Foram 14,6 milhões de internações. 1,5 milhão delas tiveram a infecção como motivo, cerca de 10% do total. 201 mil foram por sepse, com mortalidade hospitalar de 41%: 84 mil óbitos.

SIH/SUS, AIH reduzida, ago/2025 a jul/2026. Valores anualizados onde o DATASUS ainda não publicou o mês.

Como calculamos

O relatório usa só dado público e diz de onde vem cada número. Se algo não puder ser afirmado com o dado administrativo, ele fala isso em vez de arredondar para cima.

Fonte
SIH/SUS (AIH reduzida) e CNES, do DATASUS. Só atendimentos pagos pelo SUS. Período: ago/2025 a jul/2026.
Infecção como motivo
CID principal de sepse, pneumonia, infecção urinária, sítio cirúrgico ou dispositivo e outras infecções bacterianas.
Permanência esperada
A média de hospitais do mesmo porte (pelos leitos do CNES), no mesmo procedimento, na mesma faixa etária e no mesmo tipo de infecção.
Infecção adquirida
CID secundário infeccioso que a AIH marca como adquirido durante a internação. É registro administrativo, não vigilância de IRAS, e costuma subestimar.
Leitos ocupados
Dias além do esperado no ano, divididos por 365. Mostra associação com a infecção, não prova que cada dia se deve a ela.

Perguntas que os gestores fazem

É gratuito mesmo?

É. O relatório é feito com dado público e não tem custo. Pedimos seu contato para enviar o relatório e para que a nossa equipe possa conversar sobre o resultado, se você quiser.

Meu hospital é privado. Ele aparece?

Só se atender pelo SUS: o DATASUS publica as internações pagas pelo SUS. Hospital filantrópico aparece com a parte SUS. Se o seu hospital não estiver na busca, ele não teve internação SUS no período.

Por que meu hospital aparece sem infecção adquirida?

Porque a AIH não registrou. Marcar o diagnóstico secundário como “adquirido” é opcional, e a maioria dos hospitais não faz. Zero no relatório quer dizer “não codificado”, não “não aconteceu”, e por isso ele mostra uma estimativa pelos hospitais do mesmo porte que registram.

Os números batem com os da nossa SCIH?

Não devem bater, e isso é parte da leitura. A vigilância da SCIH busca a infecção ativamente; o DATASUS mostra o que foi faturado. A diferença entre os dois diz quanto da infecção do hospital é invisível para quem paga a conta.

Quem vê os dados que eu informo?

Só a equipe da Doxa AI, para enviar o relatório e falar com você. Não vendemos nem repassamos contato. Você pode pedir a exclusão a qualquer momento em [email protected].

Com que frequência os dados são atualizados?

O DATASUS publica as AIHs com dois a três meses de defasagem, e reprocessa meses anteriores. O relatório usa os 12 meses mais recentes disponíveis e informa o período em cada página.

O relatório mostra o tamanho. A Doxa AI trabalha na causa.

A Doxa AI foi fundada por médicos infectologistas e roda dentro de hospital: lê as culturas do laboratório, monta o perfil de resistência do próprio hospital e apoia a decisão antimicrobiana na beira do leito, com teleconsultoria de infectologia e painéis de stewardship para a SCIH. Toda IA roda no Brasil, e dado clínico não sai do país.

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